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Saúde Ocular 20 de janeiro de 2020 - HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília

Volta às aulas: momento de fazer um check-up oftalmológico. Confira três perguntas e respostas sobre saúde ocular na infância

Logo, logo as aulas estão de volta. O início do ano letivo é uma oportunidade para colocar o check-up oftalmológico da garotada em dia. Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) estimam que 30% das crianças em idade escolar no Brasil apresentam problemas de visão, enquanto 10% dos brasileiros de sete a dez anos precisam usar óculos. Muitas vezes, simples contratempos, como erros de refração, quando não diagnosticados precocemente, podem afetar o aprendizado e até ser causa de evasão escolar.

O desinteresse pelas aulas e a dificuldade de aprendizado podem estar associados à dificuldade de enxergar, que leva a criança a perder o interesse em estudar e socializar, comprometendo o seu desenvolvimento. O oftalmologista Natanael de Abreu Sousa, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), empresa do Grupo Opty, esclarece algumas das principais dúvidas, quando o assunto é saúde ocular infantil. Confira:

 

Quando a criança precisa realizar exames oftalmológicos?

Todo recém-nascido deve realizar o teste do reflexo vermelho ou ‘teste do olhinho’. O esperado é um reflexo de cor avermelhada. A ausência desse reflexo pode indicar opacidades de meios, como depósito corneano (doenças de depósito, relacionadas ao erro inato do metabolismo), edema corneano (glaucoma congênito), catarata congênita ou descolamento de retina (inflamações oculares intrauterinas, má involução dos vasos do vítreo ou até retinoblastoma). Para descartar tais alterações graves, os bebês com reflexo vermelho alterado devem ser encaminhados ao oftalmopediatra para exame completo do olho com dilatação pupilar (análise dos segmentos anterior e posterior do olho, refração e medida da pressão intraocular).
Segundo recomendações da academia americana de oftalmologia, uma nova consulta preventiva ou de screening deve ser realizada entre 6 meses a 1 ano de idade. Sendo possível, essa consulta oftalmológica deve ser repetida, anualmente, durante a idade pré-escolar (de modo geral, de 2-3 anos até os 7 anos de idade). A preocupação com a visão nessa idade visa o diagnóstico precoce de patologias cujo tratamento em tempo hábil pode evitar o desenvolvimento de ambliopia ou atraso no aprendizado escolar.

 

Quais os sinais ou sintomas que pais e professores devem prestar atenção para identificar que a criança tem algum problema de visão?

  • Quando a criança erra ao anotar letras ou números, refere não enxergar algum objeto ou imagem, aperta os olhos para enxergar, tropeça (parece desajeitada) ou demonstra-se desinteressada ou desatenta na escola, ela merece um exame oftalmológico.
  • Criança com algumas condições médicas também merecem exame oftalmológico de rotina, por exemplo: síndrome de Down, prematuridade, artrite idiopática juvenil, neurofibromatose.
  • Deve-se considerar como indicação ao exame outras questões, como história familiar de ambliopia, estrabismo, retinoblastoma, catarata congênita ou glaucoma congênito.
  • Igualmente, podem-se incluir crianças com distúrbios de aprendizado, comportamentais ou atraso no desenvolvimento neuropsicológico/ cognitivo.
  • Quais são os problemas de visão mais comuns na infância?

 

Os problemas visuais mais comuns na infância são os erros refracionais (hipermetropia, miopia ou astigmatismo), ambliopia (diferença de acuidade visual entre os olhos, ou seja, um olho ‘preguiçoso’) ou estrabismo (desvio ocular).
Hipermetropia e astigmatismo de baixa magnitude são comuns e considerados fisiológicos nos primeiros anos da infância. Sendo assim, habitualmente não são prescritos óculos nesses casos.
A miopia, que causa baixa visual para longe, precisa de correção com o uso de óculos a fim de evitar dificuldades visuais na escola.
Quando uma criança apresenta desvio ocular ou maior erro refracional (grau) em um dos olhos, é comum que a imagem proveniente daquele olho desviado ou com visão embaçada tenha menor representatividade cerebral, ou seja, a informação cerebral vinda daquele olho é menos nítida. Ao longo de dias a semanas, o cérebro suprime a imagem daquele olho e a acuidade visual cai. Chamamos esse quadro de ambliopia ou, popularmente falando, de ‘olho preguiçoso’. Esse processo é reversível, se melhoramos a nitidez da imagem com o uso de óculos e passamos a utilizar a oclusão do melhor olho (tampamos o olho com melhor acuidade visual), diariamente, por algumas horas.
Por meio desse tratamento, treinamos o olho preguiçoso a enxergar e o cérebro a não suprimir mais a imagem, ou seja, a receber o sinal enviado pelo olho amblíope. Quanto mais cedo iniciado o tratamento, maiores as chances de recuperação rápida e definitiva da acuidade visual.

 

Sobre o Opty
O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. No formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas, mantendo o foco no exercício da medicina.
Atualmente, o Grupo Opty é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 20 empresas oftalmológicas, 1700 colaboradores e mais de 560 médicos oftalmologistas. O Instituto de Olhos Freitas (BA), o DayHORC (BA), o Instituto de Olhos Villas (BA), a Oftalmoclin (BA), o Hospital Oftalmológico de Brasília (DF), o Hospital de Olhos INOB (DF), o Hospital de Olhos do Gama (DF), o Centro Oftalmológico Dr. Vis (DF), o Hospital de Olhos Santa Luzia (AL), o Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (SC), o Centro Oftalmológico Jaraguá do Sul (SC), a Clínica Visão (SC), o HCLOE (SP), a Visclin Oftalmologia (SP), o Eye Center (RJ), Clínica de Olhos Downtown (RJ) e COSC (RJ), Lúmmen Oftalmologia (RJ), Hospital de Olhos do Meier (RJ) e Hospital Oftalmológico da Barra (RJ) fazem parte dos associados, resultando em 40 unidades de atendimento. Visite www.opty.com.br.

 

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