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16 de julho de 2019
Por Amaury Guerrero, CEO do Grupo Opty

Vida de expatriado: o que aprendi morando mais de 10 anos fora do Brasil

Atualmente, o perfil do profissional brasileiro é requisitado com frequência por países em busca de líderes qualificados. Mas, segundo o Itamaraty, são os Estados Unidos que atraem mais a nossa atenção. Cerca de 1,4 milhão de brasileiros vivem por lá, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores. Eu tive a oportunidade de trabalhar e morar com a minha família nos EUA durante mais de cinco anos (e no México e no Chile por outros seis) e gostaria de compartilhar com você um pouco da minha experiência de ser um expatriado.

Eu fui trabalhar nos Estados Unidos pela primeira vez em meados dos anos de 1990. Se hoje já é difícil ficar longe da família e dos amigos, imagine naquela época em que a internet estava começando. Embora eu tivesse ido com a minha esposa e meu primeiro filho, a saudade dos que ficaram era realmente um fator desafiante. Uma boa adaptação da vida pessoal é um ponto que vai interferir no seu desempenho profissional. Então, o ideal é já sair do Brasil com uma pesquisa mais aprofundada – uma espécie de imersão – sobre o local em que irá morar, incluindo informações sobre escola e médicos, para quem tem filhos, por exemplo. Se tiver conhecidos que já vivem lá, melhor ainda. Os amigos feitos em outros países se tornam os nossos familiares quando estamos longe de casa.

Após a transição da mudança física, chega a hora da adaptação no trabalho. É realmente complexo você mostrar o seu estilo profissional dentro de uma cultura muito diferente já instalada. É preciso respeitá-la, mas também desafiá-la, se necessário. Estabelecer um team work que funcionasse foi um dos meus grandes focos nos Estados Unidos. Lá, onde as pessoas são mais formais e individualistas, também tive de ganhar confiança na aproximação com os clientes e vencer preconceitos e estereótipos. No México e no Chile – países em que ocupei cargos de liderança em 1997 e 2003, respectivamente – o processo foi mais próximo em função das semelhanças de culturas.

Morei por quase dez anos fora do Brasil, primeiro nos EUA, depois no Chile e no México; retornei ao Brasil em 2005 e, cinco anos depois, voltei novamente para o mercado norte-americano. Dessa última vez com filhos adolescentes – um novo desafio porque o High School é exatamente como vemos nos filmes – e diante de uma outra realidade econômica. Durante todo esse período fora do Brasil, pude me antecipar a movimentos na área da saúde que hoje estão em voga por aqui. Vivi pessoalmente iniciativas que ocorrem atualmente, como os modelos de remuneração dos planos de saúde e o acirramento da relação entre fornecedores/compradores, no exterior há alguns anos. E essa, para mim, é uma das principais vantagens profissionais de morar em um local como os Estados Unidos: poder se antecipar às tendências de mercado.

Essa habilidade é muito útil atualmente porque me permite liderar um negócio de vanguarda, um modelo pioneiro no Brasil. O Grupo Opty traz um formato inédito na área da oftalmologia de gestão associativa que proporciona a ampliação do poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando uma atenção de alta qualidade aos pacientes e a oferta de tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. É a concretização de uma tendência que veio para ficar na saúde, assim como outras que vi de perto no exterior.